São seis milhões
O que fazer?
Sempre é uma pergunta
De uma angústia, das vidas devassadas, dos milhões sem
memória
Nas usinas da história
Que tiveram suas vidas flageladas
Identidades registradas em livros que viraram pó.
Das antíteses de se sorrir em mais um dia de morte
Parafrasear e parodiar perdendo o sentido
Hoje não é um dia bonito
Virão tempestades, logo para esta tola humanidade
Virão tsunamis, tufões e furacões
Não há mais motivos para se achar que o dia está bonito
Queimaram fotos - memória
-
Quem sois vós agora, latentes
Caem em desolação, desespero sem paixão.
É possível sentir melancolia?, seria esperança de um belo
dia
Nós podemos?
O que faremos?
Na fugaz frugalidade de cada dia a quem socorreremos, nem a
nós mesmos.
Seremos e somos parte insana,
Do também ,
E está amanhecendo, será um belo dia?
Quero nostalgia, quero ser uma vadia, quero putaria
Vingar não é a solução
Comeremos cru o pão
São seis milhões
De gritos de desespero
Mas te quero enfim
Mas um dia não basta pra mim
Preciso viver sem sentido algum
Buscando o menu do segundo próximo
A inconstância do termo enfim
Ver-te sempre assim
E por ti mundo desesperar-me-ei
Vago talvez seja meu grito e daqueles muros na qual ecoou,
bateu e se esvaiu,
Mas grito!
E sempre choro por ti humanidade insólita,
Mas quero-te no amanhã,
Em um belo dia.
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