Foram ritmos diferentes que combinavam-se no compasso de nosso refúgio, pareciam que eram somente férias e me vi diante do silêncio; e lá se foi minha pretensão de transitória distância - qual horas para o tempo e quilômetros para os caminhos.
Entre encontros e desencontros, éramos somente risos e desrisos que, entre o mau-humor matinal e o sono pra quem precisa, recompunham-se com o toque de um violão e um acorde no cavaquinho. Um samba que saia do corpo num rebolado quase maroto, ou seria o drama da vida nossa maior comédia? Cantar e parodiar, elas faziam brotar tanta arte. Qual toque no bongô, a vida ritmava. O desespero ao mirar, era outra juventude que ali brotava, correndo contra o tempo do dinheiro para gerar amor nos corações.
Entre massas e molhos, fizemos das refeições um ponto em comum, como seres famintos que fomos e somos (assim espero), porque até o pão da tarde quente e calorosamente recebido nos dava uma alegria sem igual.
Pra que sanidade, quem poderia me aturar assim? Só essa ausência permitira a combinação de tanto ritmo e tanto som, de vozes gargalhadas ou choradas, e muitas vezes embriagadas.
Será um pouco daquilo que deixei, para fazer uma viagem, por mundos tão estranhos, voltando em pequenos momentos, retomando e recordando os sons de outrora? Reconstruindo talvez... Assim espero, porque esmaecem-se os contatos, mas e o amor aonde está?
Preciso de vocês e irei ao vosso encontro, aqui e acolá.
Recomponho o amor, com o retoques na memória das imagens dos rostos daqueles que ali deixei, em cada passo que dou e me aproximo, mesmo para me distanciar depois.
SAUDADES
Para onde falta lucidez.
domingo, 27 de maio de 2012
União do nada ao coisa nenhuma.
Um sonho é juntar todas as palavras
Que agradam a minha miseré:
Terra, semente,
Parto, vulva e patente,
(ops, rimei),
Cidade-multidão,
O homem só em sua mais povoada solidão,
Coroar a inglória,
Derrotar a discórdia,
Vida fecundada ou somente imortalizada
Na palavra.
Caos e rotina,como conseqüência de um só dia,
(ou do agora...),
Tempo e vento,
Um como senhor e como servo,
Da máquina humana,
Outro como ímpeto da mais estranha (ou de nossas
entranhas)...
Natureza.
Amor é clichê.
Como uma carta do passado
Estou sentindo-me estranha,
Invadida, dominada, acuada e cativada,
Acho que estou sinceramente apaixonada;
E olhar do outro me
cerca,
É o mesmo,
O de antes volta e me olha como nunca antes e o quero mais
que tudo,
Já sabes o nome da nada triste figura, daquele que tem um
discreto sorriso
Cativante
Devaneando estou,
E segura, medo?
Concerteza, de que me fuja o chão, e que caia em desespero,
Mas estou sem medo de ser feliz (relembrei palavras suas),
O sofrimento, quando me permito sentir tanto assim,
É miserável e dilacerante,
Mas acho que devemos nos expor, ao amor,
E cutucar mesmo!
Os terríveis demônios que deixamos escondidos na Alma
Sim!
A ordem do dia para mim é mexer com as feridas abertas, que
fingimos que um dia foram fechadas,
Expô-las ao sol, para que sequem,
Para que morram diante do sol vida na terra gaia
Porque a inexistência do limite é e está na certeza de ser
humano,
Podemos voar
Sem ter asas,
Mergulhar sem ter nadadeiras ou saber respirar debaixo
d’água
Não há limite,
Percebes?
Você pode tudo irmão
meu.
Tenho quase certeza,
Mas quem precisa de certezas no mundo da inconstância,
Precisamos é dela, da inconstância,
Do eterno devir,
Da TERRA
Mãe
E dos sonhos ,
Que tens infinitos eu sei,
Ó homem de sonhos! Divida-os comigo pra te dar mais um pouco
do meu amor e por fé neles junto a ti,
pois deve ter fé,
em algo:
Deus, Logos( sempre esqueço o que é isso,porque será que o
uso?), physis,
Marx (é, tem gente que o considera Deus, medddoo)
No amor de mãe,
No amor do nosso pai, e na incoerência de certas diferenças
daquele que saiu do mesmo berço
Nosso irmão,
Amado
Sempre e sempre e sempre!
Amo-te
Até e saudades.
Fiéis dúvidas
Se nem for a flor,
E nem for por amor,
O que furará
O concreto,
Da realidade fera?
Ferirão eternamente a mãe Terra?
Ou desfrutarão da imensidão etérea,
De nós... Natureza?
Ficará aqui o que falo
E forçara os infiéis a crerem
Em algo (mesmo que no nada...)?
Ou ficarão inertes
As sementes?
Farão do fel o final,
Ou falsearemos até a própria farsa finalmente
E venceremos a glória,
Para viver a inglória do cotidiano?
Do simples ser e viver,
Com somente o sorriso à frente do mundo e sempre
Ferozmente em frente!
Fiéis dúvidas.
São seis milhões
São seis milhões
O que fazer?
Sempre é uma pergunta
De uma angústia, das vidas devassadas, dos milhões sem
memória
Nas usinas da história
Que tiveram suas vidas flageladas
Identidades registradas em livros que viraram pó.
Das antíteses de se sorrir em mais um dia de morte
Parafrasear e parodiar perdendo o sentido
Hoje não é um dia bonito
Virão tempestades, logo para esta tola humanidade
Virão tsunamis, tufões e furacões
Não há mais motivos para se achar que o dia está bonito
Queimaram fotos - memória
-
Quem sois vós agora, latentes
Caem em desolação, desespero sem paixão.
É possível sentir melancolia?, seria esperança de um belo
dia
Nós podemos?
O que faremos?
Na fugaz frugalidade de cada dia a quem socorreremos, nem a
nós mesmos.
Seremos e somos parte insana,
Do também ,
E está amanhecendo, será um belo dia?
Quero nostalgia, quero ser uma vadia, quero putaria
Vingar não é a solução
Comeremos cru o pão
São seis milhões
De gritos de desespero
Mas te quero enfim
Mas um dia não basta pra mim
Preciso viver sem sentido algum
Buscando o menu do segundo próximo
A inconstância do termo enfim
Ver-te sempre assim
E por ti mundo desesperar-me-ei
Vago talvez seja meu grito e daqueles muros na qual ecoou,
bateu e se esvaiu,
Mas grito!
E sempre choro por ti humanidade insólita,
Mas quero-te no amanhã,
Em um belo dia.
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