Fale menino, fale,
Fale da poesia,
Da que lê, escreve ou cria.
Povoa o mundo
Com monstrinhos
E outras fantasmagorias...
E das lentes tortas ou ajustadas,
As cores da São Paulo transviada.
E nesses dias tão nublados,
Pra ti sugiro um pouco da funilaria
Dessa tal poesia.
Um pouco do sintético Leminski
Para um bom dia.
Um pouco de Pessoa,
Em suas várias cantorias,
Para todas as filosofias.
Baudelaire para se embriagar,
Hilda Hilst com Vinícius,
Para um dia se apaixonar
E quiçá...
Um Drummond para amadurar.
E reze.
Para que um dia a arte possa nos salvar.