terça-feira, 25 de setembro de 2012

Quase

Dois corações desritmados se encontram
Na beirada dos tempos,
Sem clamor,
Ou grito ensurdecedor,
Gesticulam o encaixe,
Mentem sobre a solidão,
Corpo a corpo sentem o toque,
E a batida,
Como um só coração.
Assimilam olhares,
Mimetizam as dores,
Desnudam a vida desfazendo o rancor,
Era o início do amor.

domingo, 23 de setembro de 2012

Cadê meu tempo de discordar das linhas poéticas que atravessam minha percepção? Da resposta insana para a saudade dolorida daquilo que se desfaz. Onde vai parar o minuto da calma e da inspiração.Como diria Gonzaguinha " A vida não tem replay", onde pois, vou achar aquele espaço para o enfado, para o desabafo e para o desterro?
Na hora da angústia repito o sonho/medo de outros dias, que faço eu do vendaval que é minha vida?