domingo, 29 de julho de 2012

Tô tentando.
Vai lá, me cobra a poesia de outro dia,
A insanidade da vida e a (in)certeza da remida. 
Disse-me outro dia que a nossa vida era em parte melodia, 
mas acredito que nos encontramos na disritmia.
Chorou por lonjuras, 
desde aquele primeiro dia.
Violou a viola, violentou a solidão,
Fez do dia-a-dia mais uma boa composição,
Encheu o quarto(ou a vida) de sons sem pedir a menor autorização.
Se foi possível o encontro,
Assimetria completa
Desarranjo e desacordo, 
Desajeitadas (talvez), 
Quem chorou de amor sabe o que fez.
Qual é o sabor de uma boa cartada, aos som dos beatles ou de qualquer velharada?
Quem podia crer outrora,
Era a vida tão misteriosa?  (e é...)
Será este o desafio? encontrar o que te opõe e desencantar o vazio.
Cerzir a trama da vida não basta para um belo dia, 
Mas encontrar a cantoria da amizade 
é a melhor companhia. 

Assimetria

É assim minha relação com o mundo, em tudo assimétrica. Se há um tom certo, uma melodia com qualquer harmonia, desconheço; meu encaixe é um mistério. Nem redondo, nem quadrado, sou um qualquer quadrilátero.
Onde está o caminho que me disseram que eu ia encontrar? Onde está a maturidade que teima em não chegar? vai ver errei de porta, enxerguei mal, a linha era torta... Se o alimento fosse os sonhos estaria para sempre nutrida e há quem diga que estaria toda resolvida.
Mas vai lá, me invente uma boa equação, onde aos olhos da razão, eu seja dela composição, parte, preposição, qualquer coisa que não torne em vão...
Se há tantas fórmulas e tantos remédios, tantas teorias e tantos reversos, há de haver um pequeno pedaço...